«O MUNDO NO SILÊNCIO»
Faz-se silêncio nas grutas... Amanhece,
Nasce o tempo de um passado morto.
A solidão no mundo aparece,
Como o navio que não deu ao porto.
Será mistério de um grande coração,
Onde os olhos se fecham, ninguém sossega.
Mil palavras proferem perdão,
Mas a boca impiedosamente renega.
Paisagem flutuante, sonho amargo,
Cintilantes maravilhas de ostentação.
Aonde descontentamente trago,
A dor que não cabe no coração.
Repleto de miragens e esperança,
Refugio-me na imensidão do deserto,
Onde o sol flutua e o mar amansa.
O céu fica cada vez mais perto...
Da terra, onde a pureza não se alcança.
Cidade que me nega e não me consome,
deste rio que abraça e beija a margem.
Domina a pobreza e a fome,
Deixa apenas um rasto de passagem.
(de:Luzia Ferreira Teixeira - 08/10/2002)
No pensamento mais vago e profundo,
É melhor ser vencido que vencer.
Imensidão das areias deste mundo...
A onde ninguém persiste viver.
Lago flutuante.
De uma lágrima caída ninguém se comove,
Não há amor, ninguém a levanta.
Gotas formam lagos quando chove,
Água que voa chora e canta.
Ausência.
Há distâncias no horizonte que eu quero,
Seguro a estrela que procuro.
Alcançando o prazer que espero,
Numa gota de orvalho puro.
Segredos mágicos.
Quando nasceu o infinito,
Venceu o deserto e a planície.
Criei a minha paisagem e medito,
Nos mágicos segredos á superfície.
Aurora que a noite anuncia.
Ao fim da tarde quando a brisa morre,
Soltam-se ecos que se perdem nas auroras.
Aves que anunciam, e o dia decorre,
Sem pressa, avança nas horas.
Madrugada.
Vem a manhã, cheia de luz e fascinação,
Nasce a brisa com gestos de brancura.
Morre o tempo escondido na mão,
Do sonho que é só meu e ainda dura.
Criando a solidão.
Paira o silêncio que me encheu a casa,
Só há emoção quando a noite dorme.
Sonâmbulo como uma ave que perdeu a asa,
Derivo em delírios sem sono nem fome.
Viagem sem destino.
Dessas paragens de onde venho agora,
Trago o silêncio da madrugada.
Libertei a vida outrora,
Caminhando alcancei o nada.
(29- Aguarela sobre Cartão)
(34- Aguarela sobre Cartão)
(38- Aguarela sobre Cartão)
(42- Aguarela sobre Cartão)
Um anjo da paz… Olhei o teu espaço,
o teu sorriso, o teu aconchego.
Sentei-te comigo,
despida de um embaraço,
esperando um ombro amigo.
Porque só agora chego?
Meu coração
se inquietou.
Quando eu deveria vir,
meus ouvidos não te ouviram,
ou tua voz não me chamou!?
Onde estaria eu,
onde estarias tu?
Meu instinto aclamou,
a um caminho que era seu.
Longínquo, medonho…
Mas agora aqui estou.
Só para te abraçar,
para te dizer,
que vim para ficar
e aqui permanecer.
Velar em cada teu sonho,
dar-te os bons dias,
ao despertar.
(28/01/2008 – Luzia Ferreira Teixeira)
















































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